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Estudos Científicos de Mindfulness

Vários estudos científicos foram desenvolvidos ao longo das últimas décadas para avaliar os efeitos do curso de mindfulness MBSR em várias patologias físicas e psicológicos. Os resultados têm demostrado:

1. Doenças Cardiovasculares: Estudos que usaram o curso de mindfulness MBSR em conjunto com regimes de reabilitação médica para doenças cardiovasculares revelou que o mindfulness está associado a uma diminuição da mortalidade (em 41% durante os primeiros dois anos e de 46% depois de dois anos), diminuição do stress psicológico e de factores físicos de risco (peso, pressão arterial, níveis de glucose no sangue) (Linden, 1996; Zammara, 1996).

2. Hipertensão: treino de mindfulness no cursos de mindfulness MBSR com pacientes hipertensos revelou diminuição na pressão arterial comparável a métodos medicamentosos usandos com este grupo clínico, assim como alterações no estilo de vida incluindo perda de peso e aumento do exercício físico (Schneider, 1995).

Estudos Científicos de Mindfulness 

3. Cancro: um ensaio clínico com pacientes com cancro que completaram o curso de mindfulness MBSR demonstrou que a prática de mindfulness está associada uma descida significativa nos níveis de alteração de humor (65%), incluindo depressão, ansiedade, raiva e confusão. Houve também uma diminuição de sintomas físicos de stress incluindo sintomas cardiopulmonares e gastrointestinais (Speca, 2000). Uma avaliação após 6 meses da intervenção com curso de mindfulness MBSR demonstrou que estas alterações se tinham mantido (Carlson, 2001). Os níveis de sobrevivência de pacientes com melanoma e cancro da mama melhoraram significativamente com as técnicas de relaxamento e atenção plena do MBSR (Fawzi, 1993; Speigal, 1989). As náuseas antecipatórias e vómitos devido à quimioterapia também melhoraram em pacientes que participaram no MBSR (Green, 1981).

4. Dor Crónica: pacientes com dor crónica que participaram no MBSR demonstraram um redução nos níveis de experiência de dor e na inibição social que esses sintomas lhes causavam no dia-a-dia, assim como uma redução nos níveis de depressão e ansiedade. Foi também verificada uma redução na quantidade de analgésicos utilizados por estes pacientes, e um aumento nos níveis de actividade e auto-estima. Comparativamente, um grupo com as mesmas características e sintomas, submetido a um tratamento tradicional para dor crónica, não mostrou quaisquer alterações nos indicadores acima referidos (Kabat-Zinn, 1982, 1985). Uma avaliação após 4 anos, demonstrou que estas melhorias se tinham mantido (Kabat-Zinn, 1987).

5. Fibromialgia: pacientes que completaram o curso de mindfulness MBSR onde completaram um treino rigoroso em práticas de mindfulness demonstraram melhorias clínicas significativas na sua condição física, psicológica e social (Kaplan, 1993; Goldenberg, 1994).

6. Diabetes – Tipo 2: Pacientes que completaram o curso de mindfulness MBSR demonstraram redução nos níveis de glucose em pacientes com diabetes tipo 2, bem como uma diminuição nos valores de pressão arterial. Observou-se igualmente uma diminuição nos sintomas depressivos, ansiedade e stress psicológico.

7. Síndrome de Cólon Irritável: a participação no curso de mindfulness MBSR e o correspondente desenvolvimento da prática de mindfulness mostrou ser eficaz para a melhoria desta condição (Blanchard, 1992).

8. Ansiedade: As práticas de mindfulness (MBSR) reduzem significativamente os níveis e sintomas de ansiedade, stress psicológico e depressão secundária (Kabat-Zinn, 1992). Uma avaliação após 3 anos demonstrou que estas melhorias tinham sido mantidas (Miller, 1995).

9. Asma/Desordens Respiratórias: Após a participação no curso de mindfulness MBSR, os pacientes demonstraram melhorias no bem-estar psicológico, na frequência dos ataques de pânico, bem como o cumprimento do tratamento médico recomendado (Devine, 1996).

10. Psoriase: Publicações recentes revelaram que o cuso de mindfulness MBSR leva a uma melhoria rápida e maior (em 4 vezes) quando usada em conjunto com fototerapia e fotoquimioterapia (Kabat-Zinn, 1998).

11. Enxaqueca: o curso de mindfulness MBSR diminui a frequência e a intensidade das enxaquecas nos pacientes (Anastasio, 1987).

12. Depressão: As técnicas de mindfulness do curso de mindfulness MBSR usadas em conjunto com terapia cognitiva demonstram ser bastante eficientes na redução da recorrência de depressão em pacientes que foram tratados para depressão (Teasdale, 2000), assim como sintomas depressivos em indivíduos com depressão clínica.

13. Esclerose Múltipla: a participação no curso de mindfulness MBSR em pacientes com EM demonstrou uma melhoria em vários sintomas relacionados com postura, incluindo equilíbrio (Mills, 2000).

14. Sistema Imunitário: Participação no curso de mindfulness MBSR revelou um aumento da resposta imunitária (criação de anticorpos) num grupo de indivíduos que tomaram a vacina de influenza, comparado com um grupo que tomou a vacina mas não participou no MBSR (Davidson, et al. 2003).

15. Toxicodependência (ex. tabaco, alcóol, etc): na Universidade de Massachusetts, a Dra. Vadya Vallejo desenvolveu e ministra programas de MBSR adaptados para grupos toxicodependentes específicos. O objectivo desta intervenção é reduzir os níveis de stress dos participantes de forma a evitar recaídas em padrões de toxicodependência. Os resultados têm sido muito positivos.

16. Insónia: MBSR e a prática continuada de técnicas de atenção plena está associada a uma melhoria dos padrões de sono e da qualidade de sono (Winbush, Gross & Kreitzer, 2007). O MBSR em conjunto com terapia cognitivo-comportamental demonstrou ser bastante eficiente na redução de insónias (Ong, Shapiro & Manber, 2006). o MBSR demonstrou ser uma intervenção positiva para redução de insónia em pacientes com cancro (Carlson & Garland, 2005).

17. Em crianças: O curso de mindfulness MBSR foi especialmente adaptado para crianças e está a ser implementado no Departamento de Psicologia da Universidade de Standfor (Califórnia) em crianças e pais e em várias escolas públicas (com crianças de classes sociais baixas) e privadas (com crianças de classes sociais média e alta) na Califórnia. Os resultados preliminares deste estudo demonstrou que as crianças melhoraram a sua capacidade cognitiva de atenção, aumentaram os níveis de compaixão por si próprios e diminuiram as reacções emocionais.

O Cérebro e a Meditação


A prática de meditação mindfulness e as técnicas de relaxamento do curso de mindfulness MBSR já mostraram alguns efeitos em termos neuronais, que poderão estar por detrás de todos os efeitos positivos que esta prática traz em termos físicos e psicológicos.

Em Boston, na Unidade de Investigação em Meditação, do Hospital Geral de Massachusetts, a Dra. Lazar (2005) desenvolveu um estudo com um grupo de indivíduos com vários anos de experiência em práticas de meditação e um outro grupo sem qualquer experiência neste tipo de actividades. A Dra. Lazar usou uma técnica chamada de Ressonância Magnética para analisar os cérebros dos participantes do estudo. Os resultados demonstraram que havia diferenças em termos da espessura em determinadas áreas do cortex cerebral, incluindo áreas envolvidas no processamento da emoções. Adicionalmente, foi também revelado que em indivíduos idosos o atrofiamento cerebral (associado ao envelhecimento) era menor nos participantes que meditavam à alguns anos.

Dr. Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, Madison, tem desenvolvido vários estudos científicos para analisar os efeitos da meditação mindfulness e do MBSR. Segundo os seus resultados “ao meditar você torna-se mais feliz, concentra-se mais eficientemente e pode alterar o seu cérebro de forma a apoiar tudo isso”.

Num estudo, o Dr. Davidson observou os cérebros de um grupo de trabalhadores de escritório antes e depois de participarem no curso de mindfulness MBSR. No fim do curso os cérebros dos indivíduos que completaram o programa e que desenvolveram uma prática regular de mindfulness mostravam alterações: maior actividade cerebral no lado esquerdo cortex que está associado a sentimentos/emoções de felicidade e entusiasmo.

 

 

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