Vivemos num tempo marcado por aceleração, distração e crescente complexidade social. Neste contexto, muitas instituições enfrentam desafios relacionados com o bem-estar das suas equipas, a qualidade das relações e a sustentabilidade humana das suas práticas. No Ser Integral queremos contribuir de forma significativa para responder a estes desafios, criando espaços coletivos para a regulação, reflexão e relação humana.
Através da nossa ação na comunidade, levamos abordagens baseadas em mindfulness, trauma e desenvolvimento humano a diferentes contextos sócio-educativos — escolas, hospitais, associações, ONG, IPSS, municípios e outras organizações públicas e/ou do terceiro setor — apoiando o desenvolvimento de equipas mais conscientes, colaborativas, criativas e resilientes.
As comunidades de prática Ser Integral são espaços de encontro, pausa, investigação pessoal e aprendizagem coletiva. Inspiram-se em diferentes tradições e abordagens que reconhecem a importância da presença, do corpo e da dimensão relacional no desenvolvimento humano. Entre estas influências encontram-se:
práticas de mindfulness (Jon Kabat-Zinn, Saki Santorelli, Mark Williams entre outros)
abordagens de regulação do sistema nervoso, experiência somática e da teoria polivagal (Peter Levine, Stephan Porges e Deb Dana)
círculos de confiança (Parker Palmer)
comunidades de prática (Etienne Wenger e Paulo Freire)
Neste cruzamento de influências, procuramos criar espaços seguros onde as pessoas possam parar, escutar e refletir em conjunto, cultivando maior consciência de si, dos outros e do contexto em que vivem e trabalham. Acreditamos que quando a aprendizagem acontece em comunidade — sustentada por presença, diálogo e confiança — torna-se possível desenvolver formas mais humanas, conscientes, criativas e colaborativas de estar e agir no mundo.
A Comunidade de Prática Ser Integral reúne-se semanalmente em formato online em sessões de 30 minutos com vários horários disponíveis. Mensalmente, no último sábado do mês, há também uma sessão intensiva de 2 horas. As sessões incluem práticas de mindfulness guiadas, práticas de movimento e regulação do sistema nervoso, poemas inspiracionais, journalling e escrita livre, diálogos de investigação contemplativa.
Os projetos desenvolvidos com instituições públicas e do terceiro setor são pensados de forma flexível e adaptada à realidade de cada contexto. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de culturas organizacionais mais conscientes, humanas e sustentáveis, capazes de cuidar das pessoas que cuidam da comunidade.
Habitualmente a nossa abordagem organiza-se em três momentos complementares:
Este modelo permite que as instituições iniciem o trabalho de forma gradual, avaliando o impacto e expandindo posteriormente a prática dentro da organização.








