Inspirada no campo do Somatics — termo desenvolvido por Thomas Hanna para designar um conjunto de abordagens centradas na experiência somática — e apoiada em metodologias como Feldenkrais, Hanna Somatic Education e Living Somatics, esta abordagem parte do princípio de que a saúde é uma capacidade inata do sistema, que emerge quando os padrões de tensão e sobrecarga são reconhecidos e libertados, dando lugar a novas formas de organização.
Através de explorações de movimento guiadas — que convidam ao não esforço e atenção plena — desenvolve-se a interoceção e a propriocepção, ampliando a capacidade de escuta, de sentir e de autorregulação. Este processo permite interromper padrões neuromusculares inconscientes, frequentemente associados a ações repetitivas, posturas mantidas por longos períodos, stress, estados emocionais variados, ou a experiências como acidentes e cirurgias, promovendo formas de organização do próprio corpo mais eficientes, que sustentam uma melhor mobilidade e funcionalidade.
As sessões individuais oferecem um acompanhamento ajustado às necessidades específicas de cada pessoa, podendo apoiar processos como desconforto ou dor crónica, alterações de mobilidade, padrões de tensão persistente, alterações na regulação do sistema nervoso (como ansiedade ou estados de hiperativação), fadiga, ou momentos de transição pessoal.
As sessões de grupo introduzem uma dimensão relacional, onde a aprendizagem é apoiada pela corregulação e pela partilha de experiência.
Mais do que corrigir, trata-se de um processo de (re)educação e literacia somática, que devolve à pessoa a capacidade de sentir, escolher e agir com maior clareza — promovendo uma relação integrada consigo mesma enquanto Soma.
Destina-se a adultos que procuram um trabalho de autorregulação, prevenção e bem-estar, que promova impacto direto na forma como vivem, se movem e se relacionam no quotidiano.